Oi, meus amores! Como vocês estão? Surpresos com o meu retorno imprevisível? Estavam me aguardando? Fofinhos. E juro que isso não é carência, hein? Pelo menos não totalmente. É que hoje é um dia tão maravilhoso, emocionante e concedido pelos deuses que realmente tinha fazer contorcionismo para aparecer aqui. Afinal, dois meses não são dois dias nem duas horas, certo?

Hoje estou mais radiante que pedra valiosa colocada no sol. Quem diria que eu, ser humano mais desequilibrado do universo, conseguiria tomar conta de um blogue literário, lidar com editoras parceiras, formulários com erro, autores com personalidades bem diferentes, e-mails constantes e leitores que sentem desejo pelo meu sangue quando desapareço sem querer? Falem sério!

Queria agradecer antes de mais nada. Pela paciência de vocês, louca preferência, carinho dos queridos que falam comigo nas redes sociais e até mesmo o silêncio daqueles que passam por aqui sem deixar outro vestígio além do número super bonitinho nas estatísticas. Não pensei que fosse conseguir ser responsável por esse cantinho por tanto tempo. Lidar com prazos, respostas de seleções de editoras, amigos da onça e outras coisas nunca me passou pela cabeça. Hoje é algo quase normal - tem como não surtar quando uma empresa que você admira pra caramba do ramo editorial seleciona o seu espaço conquistado com muito suor para parceria? Acredito que não. Dramático, mas verdade.


Quem diria, hein? Parece ter sido ontem que eu ainda estava engatinhando pela casa, dando trabalho aos outros e deixando olheiras profundas e arroxeadas em meus pais. Mas o tempo passa, as coisas mudam e as pessoas crescem. Comigo não foi diferente.

Dezesseis anos. Caramba! Estou ficando velha, minha gente. Me aproximando cada vez mais dos dezoito e das responsabilidades. Contas para pagar, estudos para me dedicar, vida sentimental mais madura para cuidar, planos para colocar em prática e sonhos para realizar. Chega a ser engraçado pensar que um dia eu achei tudo isso um bicho de sete cabeças, difícil de domesticar. 

Sabe, queria poder voltar à minha infância novamente. Chorar por um joelho ralado, brincar de boneca e esquecer da hora. Chegar em casa um pouco antes do almoço para assistir aos desenhos que hoje considero bobos e não toleráveis. Sorrir com alguns dentinhos faltando, tendo a certeza de que um casal maior que eu sente prazer em ver a felicidade sincera estampada no meu rostinho pequeno, de traços delicados e leves. Invejáveis por pessoas que fazem plásticas e mais plásticas. 


O que te faz pensar que pode chegar assim, do nada, balançando todas as minhas estruturas e confundindo qualquer uma das minhas tantas certezas? Como você ousa fazer o meu coração bater em um ritmo de escola de samba, depois de tê-lo feito quase parar daquela vez? Você não pode. Não tem o direito de fazer isso comigo.

Sabe, chega a soar engraçado como as coisas podem acontecer de uma hora para outra, sem sinal algum de que isso irá ocorrer. Um dia eu choro pela sua ausência constante, no outro me surpreendo por não sentir quase nada - além da tremedeira tão familiar que significa medo, e que eu torço para que não seja de algum sintoma maluco da volta dos sentimentos que há muito me esforcei ao máximo para esquecer, ou ao menos convencer a minha mente de ter esquecido - ao ver você retornando, aparentemente, com força total à minha vida. Eu deveria estar feliz ou estar triste? Não sei. Realmente não sei. 


Acho que precisamos relaxar um pouco. Sério mesmo. É que percebo o quanto estamos nos esforçando todos os dias para sermos melhores e aquela coisa toda, e isso cansa. Tanto o corpo quanto a alma. Não me entenda mal: não quero dizer que precisamos jogar tudo pra cima e esperar que caia do céu tudo o que desejamos. Não é isso. Apenas acho que precisamos nos dar umas férias de vez em quando, sabe? Esquecer um pouco os problemas, tirar o peso das costas e guardá-lo em um baú qualquer. 

Acredito que o motivo de tanto estresse das pessoas no dia de hoje, se deva ao fato de estarmos sempre preocupados. Com fazer o almoço para as crianças, ou no meu caso, para a família; com os deveres da escola e as provas que parecem não ter fim; com o relacionamento entre apenas duas pessoas, em que há um sentimento arrebatador, e por aí vai. Isso não faz bem, minha gente. Não faz mesmo.


Não adianta negar: todo mundo gosta de clichês. Sejam frases, textos ou até mesmo histórias. Se o mocinho da novela que gosta da mocinha não terminar junto dela, é motivo de irritação profunda e de tirar os cabelos com as mãos. Se a vilã da história não morrer ou se redimir,  ou até mesmo se os seus planos derem certo, é motivo de revolta e de estresse total. Estou mentindo? 

Andei pensando em um livro que li há algum tempo, cujo final não foi como o esperado: a mocinha não ficou com o rapaz que amava e foram felizes para sempre. Se não me engano, eles morreram. E pude notar que isso causou um certo tipo de tristeza às pessoas que leram esse título. Mas quer saber? Eu até que gostei. Foi original e inesperado, e é como dizem: é melhor se surpreender do que se decepcionar.


Sabe, só queria que você soubesse que eu não esperava por você. Em nenhum momento cogitei a possibilidade de conhecer alguém que pudesse me deixar com tanto medo de pronunciar palavras e ao mesmo tempo com tanta felicidade somente pelo fato de estar perto de mim. Você um dia me ofereceu o que lhe é de mais valor, sendo este o não-palpável, aquele sentido que tanto me fez chorar por perceber que desperdicei. Eu sinto muito, de verdade, querido. Você foi um bem valioso pra mim e como a água entre os dedos das mãos, deixei-o escapar. 

Me diga uma coisa: o que devo fazer com os momentos que tanto planejei para nós dois? O que devo fazer com os seus sorrisos que não saem da minha cabeça, com as palavras tão bonitas que você já disse para mim? O que posso fazer com todas as lembranças que tenho da gente, que não foram muitas, mas que foram especiais o bastante para ficarem marcadas em meu coração? Eu realmente não sei o que fazer com tudo isso. Sei apenas que há uma bagagem de memórias felizes dentro da minha mente na qual pretendo me livrar o mais rápido possível. 

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Me desculpe, mas não sei explicar. De vez em quando eu só quero correr, mesmo sem um destino em mente. Fugir é coisa de gente covarde, eu sei. Mas, pensa comigo: mais covarde seria ficar agindo o tempo todo como se nada estivesse fora dos eixos. Mais covarde seria se eu continuasse com aquela máscara na face, como se eu não me importasse com o grande desdém das pessoas. E ainda dizem que eu não me importo, que tenho coração de gelo. Mas que mentira! Ter o coração frio é uma coisa, impedi-lo de emanar calor é outra bem diferente. Será que ninguém entende que a única coisa que quero é ficar sozinha? Isso não é pedir demais. Apesar de ser dolorosa, a solidão é compreensiva, faz com que a gente coloque a cabeça no lugar. E o melhor: ela não denuncia o nosso choro alto, aquele que sai quando o coração já não está mais aguentando tanta angústia dentro de si. Somos nós quem denunciamos, em uma tentativa fútil de chamar atenção - mas nem sempre esse é o caso, já que há pessoas que conseguem ser escandalosas sem querer até em um momento como esse. A solidão, apesar de assombrosa, também é amiga. Pena que poucos reparam isso.

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As férias estão acabando e as aulas estão quase chegando, mas você ainda não sabe como vai se organizar na escola este ano? Bom, em 2011 eu era uma aluna horrível, mas depois que fiquei em dependência, tomei vergonha na cara e da turma do fundão, passei para a suposta nerd que senta na primeira cadeira. Lembro que não mudei minha postura somente por me ver obrigada à isso, como também por ver que é bem melhor dar duro no início do ano do que ficar decorando fórmulas difíceis de química e física em dezembro, quando seus amigos já estão de férias e o seu cérebro quase torrado. Bom, trouxe dicas super fáceis de serem seguidas e que prometem trazer um resultado maravilhoso no fim do ano. 

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Quem diria, não é? Esse era pra ser apenas mais um ano chato, no qual as minhas manhãs de sono seriam interrompidas pela minha aula de dependência de matemática e as minhas tardes seriam gastas na escola - não sabendo eu que iria me dedicar e amadurecer nesse ramo, de um jeito que nunca pensei que pudesse. Esse ano foi diferente de todos os outros. Foi mais duro pra mim, porém, mais esclarecedor. Me trouxe mais amadurecimento, mais lágrimas, mais irritações e mais espinhas. Ele começou muito bem - em plena 3:00 eu estava na casa de uma amiga com um futuro namorado no telefone. Mal sabia eu que aqueles planos iriam por água abaixo um mês depois (e ainda por cima antes do meu aniversário! E a pessoa nem me deu parabéns). Mas quer saber de uma coisa? Hoje nem me importo muito com isso. Não estou na idade de namorar, por mais que os filmes românticos e fofos insistam em provar o contrário. Não faço a mínima ideia do por que de eu estar escrevendo isso, já que não vai ajudar ninguém, a não ser eu mesma. Acho que desabafar um pouco faz bem, uma vez que não consigo fazer isso com uma pessoa. Só conhecer gente idiota dá nisso.

por André Dahmer - malvadoshttp://www.malvados.com.br/ (via http://migre.me/caErk)

Que o mundo está de cabeça para baixo, acho que todos nós sabemos. Mas, será que tudo isso pode mudar? A maldade está se espalhando de forma rápida e isso é de assustar. Os corações estão ficando cada vez mais frios. As pessoas estão começando a se importar somente consigo mesmas. A poluição continua crescendo, apesar de alguns projetos apoiando a estabilidade ambiental. Sinceramente, não sei mais o que esperar. É nessas horas que me lembro daquela história dos maias, mas prefiro não acreditar, afinal, quero ter uma vida longa e feliz, com o conhecimento de várias histórias e muitos livros na estante. 


Achei uma frase bem legal sobre o meio ambiente, vejam só:

"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome." 


E, para finalizar o post, vou deixar mais uma frase para o pensamento no assunto. 

"É mais fácil mudar a natureza do plutônio do que mudar a natureza maldosa do homem."

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E se eu pudesse ter feito tudo diferente? E se houvesse uma forma de voltar no tempo e te empurrar, justo na hora em que você fosse cair? Por que eu não estava lá? Por quê? Hoje sou obrigada a conviver sem você. Sinto falta dos seus conselhos, mesmo sem nunca tê-los ouvido. Sinto falta do teu abraço, do qual nunca provei depois que cresci um pouco. Queria poder lembrar. Lembrar daqueles momentos em que vivemos juntos e que por ser tão nova, não consigo recordar. Queria vê-lo preocupado comigo ao me ver caminhando à uma festa cheia de meninos que só pensam em farrear - mesmo sabendo que eu não faria nenhuma besteira. Queria poder ver o seu sorriso ao me ver nascer, como se eu fosse um anjo que estivesse parado bem ao seu lado, invisível aos olhos sensíveis e sem conhecimento.

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Queria ter palavras para expressar tudo que se passa aqui dentro. Poder soltar tudo que anda entalado há tanto tempo comigo, por não ter alguém para desabafar. Sempre me achei estranha por não ter melhores amigos, já que sempre vejo fotos de pessoas sorridentes jurando amizade eterna nas redes sociais das quais faço parte... mas sabe de uma coisa? Talvez seja melhor assim. Solidão não é algo muito agradável - disto temos que comentar -, mas é como diz uma frase muito conhecida: Antes só do que mal acompanhadoSei que alguns podem achar isso egoísmo ou algo do tipo, porém, pense comigo: nascemos sozinhos - gêmeos são exceção - e morreremos do mesmo jeito, não é?

Quem não tem um tico de pessimismo em si que atire a primeira pedra. Sabe, ontem andei pensando um pouco em relação aos nossos sonhos. Muitas pessoas acabam desistindo deles por falta de incentivo, palavras que machucam mais do que se fossem um soco no rosto. Resolvi criar esse post tanto para incentivar quem for lê-lo, porque é difícil ter alguém que nos dê a mão quando muitos querem nos ver fracassar, certo? Não olhe para os lados, fique de olho no foco que deseja alcançar. Acredite, você é capaz. Seus sonhos podem esperar, mas o tempo não vai parar para que você os concretize. Saiba disso.

A vida não é um conto de fadas, é bom que todos fiquem cientes desse fato. Mas é necessário saber que ela também não é um "mar engolidor de pessoas" nem eu entendi esse termo, mas tudo bem. Não abaixe a cabeça para os obstáculos que aparecerem em seu caminho, pois se eles apareceram, acredite, é porque você tem capacidade de ultrapassá-los. 

Está bem, a frase abaixo já está quase que clichê demais de tanto que a usam na internet, mas fiz questão de procurá-la e colocá-la aqui. 
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos." 
Charles Chaplin

Por fim vou deixar um vídeo que lembrei na hora que estava formulando a postagem. Espero que quem for ver isso aqui, goste tanto quanto eu!

Antes você precisa crer - Laura morena